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CARTA PAULISTA PELA RECONSTRUÇÃO DA GOVERNANÇA AMBIENTAL

A FORÇA DA GOVERNANÇA VERDE: O LEGADO COLETIVO E A URGÊNCIA DA RECONSTRUÇÃO

 – POR EDISON FARAH

 

A história nos ensina que a proteção do meio ambiente não nasce do acaso, mas da firmeza política estruturada sob o manto da governança e da ciência. Olhar para a trajetória ambiental brasileira e paulista é resgatar um legado de pioneirismo do qual tive a honra de fazer parte, integrando o grupo de pioneiros na construção do próprio arcabouço de defesa do Meio Ambiente no Brasil.

 

O desenho dessa governança verde confunde-se com a própria evolução do Estado moderno brasileiro. Retrocedendo cinco décadas, participamos ativamente da fundação das bases estruturais da nossa política ecológica, culminando na criação do embrião do Ministério do Meio Ambiente ainda no governo Médici, com a instituição da Secretaria Especial de Meio Ambiente (Sema) em 1973. À frente desse desafio histórico, tivemos o mestre Paulo Nogueira Neto como seu primeiro titular a partir daquele ano, cuja lucidez e espírito público guiaram a política ambiental nacional por mais de uma década.

 

Em São Paulo, o vanguardismo institucional ditou o ritmo do país. Foi em 1976, no governo de Paulo Egydio Martins, que o estado instituiu o Estatuto dos Mananciais, uma legislação inovadora e vital para assegurar a proteção e a sustentabilidade hídrica da nossa metrópole. Pouco depois, em 1983, a redemocratização trouxe o governo de Franco Montoro, responsável por criar em solo paulista a primeiríssima Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Brasil. Consolidava-se ali um modelo de vanguarda que aliava corpo técnico científico, descentralização e participação social. Contudo, os avanços do passado não estão imunes aos retrocessos do presente. O desmonte recente de instituições de pesquisa fundamentais e o esvaziamento das instâncias deliberativas nos impõem um dever moral e cívico.

 

A governança pública ambiental não é uma pauta setorial; é o alicerce de sobrevivência de uma sociedade diante da emergência climática e dos eventos extremos que já batem à nossa porta. É com o espírito voltado ao futuro, mas honrando as trincheiras que consolidaram a política ambiental paulista desde o seu início, que apresento o documento a seguir. Mais do que um manifesto, este é um compromisso intergeracional com a ciência, a democracia e a integridade do nosso patrimônio natural.

 

Convido cada leitor, instituição e especialista a somar forças neste clamor pela reconstrução:

CHAMAMENTO À AÇÃO

Convidamos todas as entidades, instituições, movimentos sociais, universidades, centros de pesquisa, especialistas e cidadãos que, ao longo das últimas décadas, vêm contribuindo para o fortalecimento da política ambiental paulista a integrar esta iniciativa.

Solicitamos que esta Carta seja amplamente compartilhada em suas redes institucionais e listas de contato, estimulando novas adesões e qualificando o debate público.

Nosso objetivo é construir, de forma colaborativa, uma plataforma mínima, sólida e tecnicamente fundamentada, capaz de reunir consensos essenciais para a reconstrução da governança ambiental paulista e para o fortalecimento das instituições responsáveis pela proteção do patrimônio ambiental.

Diante da emergência climática, da perda de biodiversidade, da crescente vulnerabilidade hídrica e da intensificação dos eventos extremos, torna-se indispensável fortalecer a capacidade do Estado de planejar, prevenir, decidir e agir com base na ciência, na participação democrática e na responsabilidade intergeracional.

Esta Carta permanece aberta à adesão de instituições e especialistas comprometidos com a democracia ambiental, a boa governança pública e a construção de um futuro sustentável para o Estado de São Paulo.

Subscreva esta iniciativa e participe da construção de um novo ciclo de governança ambiental paulista, enviando o nome de sua entidade, ou sua própria subscrição como ambientalista, para o e-mail proam@proam.org.br

Segue o texto da Carta com subscrições atualizadas:

CARTA PAULISTA PELA RECONSTRUÇÃO DA GOVERNANÇA AMBIENTAL

Democracia Ambiental, Ciência e Planejamento para a Sustentabilidade

APRESENTAÇÃO

O Estado de São Paulo foi protagonista na construção da política ambiental brasileira. Ao longo de décadas consolidou instituições técnicas, fortaleceu a pesquisa científica, desenvolveu instrumentos de planejamento territorial, estruturou sistemas de controle da poluição e dos recursos hídricos e criou espaços de participação social. Também passou por acentuado processo de retrocesso que corroeu muitos dos avanços obtidos.

Os desafios do século XXI exigem uma nova etapa dessa trajetória. A emergência climática, a intensificação dos eventos extremos, a insegurança hídrica, a perda de biodiversidade e a expansão urbana demandam instituições mais preparadas, integradas e resilientes.

Esta Carta constitui um documento-base, aberto ao diálogo e ao aperfeiçoamento coletivo, convidando diferentes setores da sociedade paulista à construção de uma agenda comum para o fortalecimento da governança ambiental.

 

UM CHAMADO À SOCIEDADE PAULISTA

Há momentos em que as sociedades são chamadas não apenas a enfrentar crises, mas também a fortalecer as instituições que lhes permitirão superá-las. São Paulo vive um desses momentos. A emergência climática tornou-se parte da realidade cotidiana. Estiagens, ondas de calor, incêndios, enchentes, degradação dos mananciais e perda de biodiversidade desafiam diariamente a capacidade do Estado de proteger sua população.

Reconstruir a governança ambiental não significa restaurar modelos do passado, mas sim em avançar, preparando o Estado para responder aos desafios de uma realidade ambiental cada vez mais complexa.

Representa potencializar a capacidade das instituições públicas e da sociedade para formular, implementar e aperfeiçoar políticas voltadas à proteção do patrimônio ambiental.

Esta Carta propõe um espaço de convergência entre diferentes instituições, orientado pela ciência, pela participação democrática, pelo planejamento territorial e pela responsabilidade intergeracional.

Também decorre da necessidade da correção de rumos que vem sendo apontada há décadas por organizações da sociedade civil e conceituados especialistas, conforme retrata estudo preliminar conduzido pelo PROAM (gráfico em anexo).

 

O QUE DEFENDEMOS

  • Democracia ambiental como fundamento das políticas públicas.
  • Ciência como referência permanente para a tomada de decisões.
  • Planejamento territorial como instrumento estratégico.
  • Prevenção e adaptação climática.
  • Participação social qualificada.
  • Integração entre políticas públicas.
  • Responsabilidade intergeracional.

 

DOZE COMPROMISSOS PARA UM NOVO CICLO DE GOVERNANÇA AMBIENTAL

Os signatários desta Carta comprometem-se a apoiar iniciativas destinadas a:

  1. Fortalecer a democracia ambiental, ampliando participação social e processos decisórios transparentes capazes de contribuir para a construção de políticas públicas.
  2. Valorizar a ciência e o conhecimento técnico como referência permanente para a formulação, implementação e avaliação das políticas públicas ambientais.
  3. Restaurar instâncias de pesquisa e planejamento estatal eliminados sem justificativas plausíveis, à exemplo da Emplasa, Instituto Florestal, Instituto de Botânica e Instituto Geológico.
  4. Garantir a capacidade de planejamento territorial, por meio de planos diretores socioambientais, promovendo a integração entre desenvolvimento urbano, infraestrutura, conservação da biodiversidade, recursos hídricos e adaptação às mudanças climáticas, garantindo espaços territoriais saudáveis e privilegiando soluções com base na natureza.
  5. Aperfeiçoar os instrumentos preventivos de gestão ambiental, fortalecendo o licenciamento ambiental, o planejamento estratégico, a avaliação de impactos, estudos de impacto de vizinhança e a prevenção de riscos socioambientais.
  6. Estimular a cooperação entre instituições públicas, universidades, centros de pesquisa, setor produtivo, organizações da sociedade civil e comunidades locais, reconhecendo que os desafios ambientais exigem soluções construídas de forma colaborativa.
  7. Promover transparência, integridade, acesso à informação e governo aberto, fortalecendo o controle social e a confiança nas instituições públicas.
  8. Integrar as políticas de clima, biodiversidade, recursos hídricos, planejamento territorial, saúde pública, infraestrutura e desenvolvimento econômico, reconhecendo a natureza sistêmica dos desafios ambientais contemporâneos.
  9. Incentivar soluções inovadoras baseadas na ciência, na tecnologia e na natureza, estimulando pesquisa, inovação e adaptação às mudanças climáticas, garantindo-se recursos públicos para efetiva implantação.
  10. Fortalecer o papel das instituições de controle, especialmente do Ministério Público, dos Tribunais de Contas, da Defensoria Pública e dos órgãos de fiscalização, como garantidores da ordem jurídica ambiental, da transparência administrativa e da proteção e defesa dos direitos difusos e coletivos.
  11. Reafirmar a importância do Poder Judiciário na efetividade do Estado Democrático de Direito Ambiental, assegurando a proteção dos princípios constitucionais, da vedação ao retrocesso socioambiental, da prevenção, da precaução e da responsabilidade intergeracional.
  12. Construir uma agenda permanente de reconstrução da governança ambiental paulista, baseada na cooperação institucional, na estabilidade das políticas públicas, na segurança jurídica e na defesa, reservação e proteção do patrimônio ambiental como bem de uso comum do povo.

Os compromissos reconhecem que a reconstrução da governança ambiental paulista depende da atuação coordenada dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, do Ministério Público e outros órgãos de controle, da comunidade científica, das universidades, do setor produtivo e da sociedade civil organizada. A proteção do patrimônio ambiental constitui dever comum do Estado e da coletividade, conforme estabelece a Constituição Federal, exigindo cooperação institucional, diálogo permanente e compromisso com as presentes e futuras gerações.

CONVITE À CONSTRUÇÃO COLETIVA

Convidamos cidadãos comprometidos com a causa pública, pesquisadores, ambientalistas, universidades, centros de pesquisa, sociedades científicas, organizações da sociedade civil, entidades profissionais, instituições públicas e representantes do setor produtivo a contribuir para o aperfeiçoamento desta Carta e subscrevê-la. A reconstrução e o aprimoramento da governança ambiental paulista representam compromisso coletivo com a Constituição, com a ciência, com a democracia e com as futuras gerações.

 

DECLARAÇÃO FINAL

A reconstrução da governança ambiental paulista constitui um compromisso coletivo com a capacidade do Estado de proteger seu patrimônio natural, promover o desenvolvimento sustentável e preparar a sociedade para enfrentar os desafios do século XXI. Que esta Carta seja o início de um amplo processo de cooperação institucional em favor de um novo ciclo de desenvolvimento voltado à sustentabilidade no Estado de São Paulo.  

Imagem: Gráfico demonstrativo produzido pelo PROAM sobre perda de capacidade da governança ambiental paulista

 

ESPECIALISTAS E INSTITUIÇÕES SUBSCRITORAS (em ordem alfabética):

Associação Cultural e Ecológica Pau-Brasil – Ribeirão Preto – SP

 Associação de Amigos e Moradores da Granja Viana – AMOGV – Marcia Catunda – Presidente

 Associação de Combate aos Poluentes (ACPO) – Santos – SP

 Associação Cunhambebe – Ubatuba – SP

 Associação Educacional dos Homens de Amanhã – AEDHA – Duque de Caxias – RJ

 Associação Guarujá Viva – Água Viva – Guarujá – SP

 Associação de Moradores do Jardim da Saúde – SP

 Associação de Moradores da Vila Mariana -São Paulo – SP

 Associação de Saúde Socioambiental (ASSA) – Santos – SP

 Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo – APqc

 Associação para Proteção Ambiental de São Carlos (APASC) – S.Carlos – SP

 Associação Protetora da Diversidade das Espécies – PROESP – Presidente Roseli Torres -Campinas – SP

 Associação Preservar Ambiental – Itapecerica da Serra – SP

 Associação Alternativa Terra Azul – Brasília – DF

 Associação “Viva o Centro de São Paulo” – São Paulo – SP

 Abraço Guarapiranga – São Paulo – SP

 Adriano Garcia Chiarello – FFCLRP – USP – Ribeirão Preto – SP

 Boisbaudran Imperiano – ex-conselheiro do CONAMA

 Brigada Popular de Prevenção e Combate a Incêndios Cachorro do Mato – Campinas – SP

 Campanha Billings, Eu te quero Viva! – São Paulo – SP

 Carlos Alberto Hailer Bocuhy – ex-conselheiro do Conama

 Carlos Alfredo Joly – UNICAMP -SP

 Capitulo Laudato Si – SP – Lucia Helena Silva  Maeques Vilas Boas – Coordenadora 

 CIA Teatro da Cidade – S. J. dos Campos – SP – Cláudio Mendel

Claudia Visoni – jornalista e empreendedora socioambiental

Clemente Coelho Jr – Biólogo – UPE

Cleveland M. Jones – Presidente da Academia Brasileira Ambientalista de Letras – ABAL – Petrópolis – RJ

Coletivo de Entidades Ambientalistas do Estado de São Paulo

Coletivo Jurubatuba Mirim – São Paulo – SP

Coletivo Socioambiental Bragança Mais – Bragança Paulista – SP

Comissão Justiça e Paz da Diocese de S. J. Campos – SP – Marco Carvalho – Coordenador 

Comissão socioambiental da Diocese de São José dos Campos – SP

Crescente Fértil – Resende – RJ

Daiane Mardegan – Advogada Ambientalista

Danilo Moura – Centro Palmares de Estudos e Assessoria por Direitos

Deputada Federal Luciene Cavalcanti – SP

Deputado Estadual Carlos Gianazzi – SP

Diego Braga – Tekoa – Governança, Resiliência Climática e Territorialidades – São Paulo – SP

DHEMA – Direitos Humanos e Meio Ambiente – São Paulo – SP

Elizabeth Brait Alvim- Escritora, poeta e atriz. Ex-Diretora Cultural da Fundação Cultural de SJCampos e do SESC/SJC 

Eloah Margoni – Médica – SODEMAP – Sociedade em Defesa do M. A. de Piracicaba – SP

Elo Ambiental de Vinhedo -SP

EngD – movimento Engenharia pela Democracia – São Paulo -SP – Paulo Massoca -Presidente

Espaço, Educação Cultura e Meio Ambiente – São Paulo – SP

Fernanda Favier – Ambientalista – Conselho Municipal de Guararema – SP

Forum de Mudanças Climáticas – Ivo Poleto – Goiânia -GO

Fórum permanente em Defesa da Vida – São José dos Campos – SP 

Fórum Verde Permanente de Parques, Praças e Áreas Verdes – São Paulo – SP

Frente Ambientalista da Baixada Santista – FABS

Gracias Leiva – Vereadora – Câmara Municipal de Monteiro Lobato – SP

Gerson de Freitas Junior – FATEC (CPS/ICT)

GPME – Grupo de Preservação dos Mananciais do Eldorado – SP

Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas – GESP – Passo Fundo – RS

Heitor Marzagão Tommasini – ex-conselheiro do CONSEMA/SP

Helena Dutra – Ecóloga

Hilda de Souza Lima Mesquita – IO-USP

Ibióca – Nossa casa na Terra – Embu das Artes – SP

Iniciativa Verde – São Paulo – SP

Ingrid Oberg  – Bióloga

Instituto Árvores Vivas para Conservação e Cultura Ambiental – São Paulo – SP

Instituto Bairro Vivo de Desenvolvimento Urbano e Social – São Paulo – SP

Instituto Bioma-Brasil – Recife – PE

Instituto Brasileiro de Conservação da Natureza – IBRACOM – Presidente Nalu Beatriz Machado

Instituto ECOEMA – Instituto de Estudos e Conservação do M.A. – Manaus – AM

Instituto Guaicuy – Belo Horizonte – MG

Instituto Ilhabela Sustentável – Gilda Nunes – Diretora Executiva

Instituto MIRASERRA – Porto Alegre – RS

IPAN – Instituto Panamericano de M.A. e Sustentabilidade – SP – Moacir Bueno Arruda

Ivan Maglio – FAU-USP

Janes Jorge – EFLCH/UNIFESP – Campus Guarulhos – SP

José de Castro Procópio – ex-conselheiro do Conama

José Manoel Ferreira Gonçalves – Engenheiro

José Marcelino de Rezende Pinto – USP – Ribeirão Preto – SP

Juliana Gatti Pereira Rodrigues – Conselheira do CONAMA

Kanindé – Associação de Defesa Etnoambiental – RO

Klécia Gili Massi – Engenheira Florestal, Mestra em Ecologia e Recursos Naturais

Lisiane Becker – Conselheira do Conama

Lixo Zero – BS

Leila Regina Diegoi – Arquiteta e Urbanista

Luciano Abbamonte da Silva – Doutor em Arquitetura e Urbanismo

Lucy Miriam Schaeffer – Advogada e Economista

Luiz Marques – Unicamp – SP

Marcelo Marini Pereira de Souza – USP – Ribeirão Preto – SP

Márcio Antonio Augelli – USP – Jaboticabal – SP

Maria Madeleine Hutyra de Lima – advogada ambientalista

Mariana de Oliveira Gianiaki – Consultoria em Gestão Ambiental Marimar

Mauro Frederico Wilken – ex-conselheiro do CONAMA

Mauro Scarpinatti – Ambientalista

Milena Saad Maluhy – fotografa, bióloga e gestora ambiental

Movimento Contra as Agressões à Natureza (MoCAN) – Peruíbe – SP

Movimento Defenda São Paulo – SP

Movimento Resgate Cambuí – Campinas – SP

Movimento Reviva Vila Carioca – SP

Movimento SOS Instituto Butantan – São Paulo – SP

Movimento Urbano de Agroecologia – MUDA

Museu do Cerrado – Rosângela Azevedo Corrêa – Basília – DF

Núcleo de Estudos, Pesq. e Ext. Saúde Socioambiental (NEPPSA-Unifesp) – Santos – SP

Núcleo Regional do Plano Diretor Participativo – São José dos Campos – SP

Observatório da Governança Ambiental do Estado de São Paulo – OGAM SP

Observatório Nacional dos Direitos à Água e ao Saneamento – ONDAS – S. Paulo – SP

OEKOBR – Organização Oëkoscientia Brasil (OSCIP) -São Paulo – SP

OPPA Jandaia – SP

OSC Composta & Cultiva – Santos – SP

Organização Ambiental Teyquê- – OAT – Piraju – SP

Paulo Jorge Moraes de Figueiredo – ex-conselheiro do CONAMA

PROAM-Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental – SP

Projeto Saúde e Alegria – Coordenador Caetanos Scanavivo

Proteção do Bioma – Regina Petti – Itanhaém – SP

Pró-Pinheiros – movimento urbano Socioambiental – São Paulo – SP  

Rede Ambiental Butantan – São Paulo – SP

Rede Brasileira de Conselhos – RBDC

Roberto Francine Junior – ex-conselheiro do Conama

Rogério Bertani – doutor em zoologia

Rosanne Brancatelli – Conselheira do CADES/SP e CMPU

SESBRA – Sociedade Ecológica de Santa Branca – SP

Sociedade Amigos da APA de Itupararanga e suas Bacias Hidrográficas Fronteiriças pelo Desenvolvimento Socioambiental – SAPITU – São Roque/SP

Sociedade Ecológica Amigos do Embu das Artes – Embu das Artes – SP

Sonia Corina Hess, engenheira química – UFSC

Sônia Godoy Bueno Carvalho Lopes – IB – USP

Sonia Maria Gianesella – IO-USP

Susana Prizendt, arquiteta-urbanista ambientalista

SOS Manancial – São Paulo – SP

SOS Manancial do Rio Cotia – SP

Subverta – Coletivo Ecossocialista e Libertário

Tiago Lira – Vice-Presidente do Condema de Campinas – SP

Pedro Ivo de Souza Batista – FBOMS – Fórum Brasileiro de Ongs e Movimentos Sociais pelo Meio Ambiente e Desenvolvimento

Vereador Celso Gianazzi – SP

Fórum Permanente em Defesa da Vida – São José dos Campos – SP

Vicente de Moraes Cioffi – Engenheiro 

Vilázio Lellis Junior – ex-conselheiro do CONSEMA/SP

Viviane Lanfranchi Vaz – Arquiteta e urbanista

Yara Schaeffer- Novelli – IO – USP

Subscreva a carta enviando e-mail para proam@proam.org,br

 

Enviada por:

PROAM – Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental

Av.Brig.Faria Lima, 1811 – Cj 127 – Jd. Paulista – São Paulo

CEP 01452-913

www.proam.org.br

Comunicado: Assembleia Geral Extraordinária em 23 de Julho

A Diretoria Executiva do Bairro Vivo – Instituto de Desenvolvimento Urbano e Social, no uso de suas atribuições estatutárias, convoca todos os senhores associados para a Assembleia Geral Extraordinária (AGE), a realizar-se no dia 23 de julho de 2026, na capital paulista.

A sua participação é fundamental para deliberarmos sobre a seguinte Ordem do Dia:

  • Alterações no Estatuto Social: Adequações ao 3º setor, ampliação dos objetivos institucionais e regulamentação de assembleias virtuais/híbridas e assinaturas digitais.

  • Quadro de Associados: Aprovação de novos sócios curadores.

  • Diretoria Executiva: Homologação de renúncias e eleição para os cargos vagos.

Informações Importantes:

📌 A Assembleia ocorrerá na Rua Barão de Itapetininga, nº 88, 10º andar, conjunto 1015 (Auditório Eder Olivato Ferreira). 📌 A primeira convocação será às 10h00 (com mínimo de 1/3 dos associados) e a segunda convocação às 10h30, com qualquer número de presentes. Lembrando que é vedada a representação por procuração.

🔗 [Acesse o Edital de Convocação na Íntegra]

Com participação de Edison Farah, lançamento do livro “Centro de São Paulo – Protagonistas da Transformação” celebra união em prol da região central

O coração de São Paulo pulsou com entusiasmo nesta última quarta-feira (29). A icônica Biblioteca Mário de Andrade foi o cenário escolhido para o lançamento do livro “Centro de São Paulo – Protagonistas da Transformação”, uma obra que reúne diferentes visões e soluções para os desafios e oportunidades da região central.

A Força do Coletivo Sob a organização de Caroline Diaz, CEO da Editora Reflexão, a publicação se destaca por sua pluralidade. O livro não foca em uma única perspectiva, mas sim na convergência de propósitos entre gestores, líderes e especialistas. Entre os coautores, temos o orgulho de contar com a experiência do nosso presidente, Edison Farah, cuja trajetória se funde à história do Instituto Bairro Vivo e à luta pela revitalização da área.

Vozes que Transformam A obra conta com contribuições fundamentais de nomes que atuam na linha de frente da gestão pública e da sociedade civil:

  • Felicio Ramuth (Vice-Governador do Estado)

  • Gleuda Apolinário (Socióloga e especialista em gestão social)

  • Cel. Marcelo Vieira Salles (Presidente da SPTuris)

  • Nei Calderon, Marcone Moraes, Fábio Redondo, Dandara Almeida, Roberto Bomfim, Carlos Telles, Eduardo Paziam e Antonio Montano. (Sociedade Civil)

Durante a sessão de autógrafos, os autores reforçaram que a transformação urbana é um processo contínuo que exige diálogo, segurança, habitação e, sobretudo, a ocupação cultural. O evento também contou com uma exposição de artes de Gil Motta, responsável pela capa do livro, trazendo ainda mais cor e identidade à noite.

Um Manifesto para o Futuro Mais do que um registro histórico, o livro serve como um guia estratégico para todos que acreditam na recuperação do Centro como um ecossistema vivo e vibrante. Para nós, do Bairro Vivo, este lançamento é um marco que reafirma: a transformação é possível quando vozes diversas se unem pelo mesmo objetivo.


👉 CONFIRA AS FOTOS DO EVENTO Preparamos uma galeria completa com os melhores momentos dos nossos autores e convidados: https://flic.kr/s/aHBqjCSyQd

ACESSE O LINK PARA AQUISIÇÃO DO LIVRO: https://www.disruptalks.com.br/disruptalks/sustentabilidade/centro-de-sao-paulo-protagonistas-da-transformacao

O Registro da Regeneração: Lançamento do livro “Centro de São Paulo: Protagonistas da Transformação”

O Instituto Bairro Vivo tem a honra de convidar a todos para um marco literário e urbanístico de inestimável valor. O coração de nossa cidade não se resume à sua arquitetura; ele ganha vida e substância através das trajetórias daqueles que se devotam, com abnegação, à sua contínua transformação.

A obra “Centro de São Paulo: Protagonistas da Transformação” surge como um testemunho dessa labuta diária. Capitaneado pelo vice-governador Felício Ramuth, com organização precisa de Caroline Diaz e a contribuição intelectual de coautores como Edison Farah, este volume oferece um mergulho profundo nas narrativas que estão, literalmente, a reescrever o porvir da nossa região central.

Um convite à celebração na Biblioteca Mário de Andrade

Para o lançamento desta obra, que se tornará referência para estudiosos e entusiastas da urbanidade paulistana, escolhemos um dos templos da cultura e do conhecimento em nossa cidade: a Biblioteca Mário de Andrade.

Convidamos os parceiros e amigos do Instituto Bairro Vivo a prestigiarem este lançamento, celebrando os protagonistas que, com visão e persistência, arquitetam o futuro do nosso Centro.

Detalhes do evento:

  • 🗓️ Data: 29 de abril de 2026

  • ⏰ Horário: A partir das 18h

  • 📍 Local: Biblioteca Mário de Andrade

  • 🗺️ Endereço: Rua da Consolação, 94

Esperamos vossas presenças para esta noite que promete ser um marco na valorização da nossa história urbana.


#InstitutoBairroVivo #CentroDeSP #Urbanismo #PatrimonioHistorico #Cidadania #SaoPaulo #BibliotecaMarioDeAndrade

Zeladoria e Cidadania: Instituto Bairro Vivo convoca para ação no Dia da Terra

O zelo pelo nosso território é um imperativo moral e um compromisso inalienável com a história da urbe. O Instituto Bairro Vivo, norteado pela premissa de que o espaço público é a extensão da nossa própria casa, convida a todos os membros de nossa comunidade e entusiastas do bem-estar urbano para uma ação de grande relevância no Dia da Terra.

Em uma iniciativa inédita que perpassa as 32 subprefeituras da metrópole, somamos nossos esforços ao movimento Todos Pelo Centro para realizar um mutirão de limpeza coletiva. Trata-se de uma oportunidade ímpar para demonstrarmos, mediante o labor prático, que o Centro de São Paulo pulsa sob a égide da civilidade e do cuidado zeloso.

Participe desta jornada de transformação:

A revitalização do tecido urbano demanda, indubitavelmente, a participação ativa de seus habitantes. Convocamos a todos para esta atividade de zeladoria:

  • 📍 Ponto de Encontro: Praça Brasil Coreia (adjacente ao Parque da Luz)

  • 📅 Data: Sábado, 25 de abril de 2026

  • ⏰ Horário: Das 9h às 12h

Logística: A organização proverá todos os insumos necessários — coletes, luvas e sacos de coleta — assegurando a eficácia e a segurança de nossa diligência.

A construção de um bairro mais digno, limpo e acolhedor é uma tarefa que nos compete coletivamente. Sua presença é o elemento fundamental para corroborarmos o nosso desejo de transformação.

👉 Inscreva-se aqui

O Combate à Degradação Urbana: Uma Decisão Política

A revitalização urbana e o combate à degradação são pilares fundamentais para a qualidade de vida em nossas cidades. Recentemente, um movimento liderado por empresários e lideranças em Balneário Camboriú trouxe à tona um debate essencial: o papel da ordem estética e da segurança na preservação do patrimônio coletivo.

O presidente do Instituto Bairro Vivo e Associação Viva o Centro reforça a urgência de uma postura mais assertiva das autoridades em São Paulo. Para ele, a pichação não é apenas um ato isolado, mas uma forma de “guerrilha urbana” que precisa ser enfrentada com decisão política e rigor legal.

Confira abaixo o posicionamento oficial de nossa presidência sobre o tema:

“Ora, então graças aos céus, empresários, prefeitos e líderes sociais começam a entender o que é a pichação: uma guerrilha urbana atrelada a ideologias deletérias que buscam a degradação do meio ambiente pela feiúra — algo que traz as trevas e incentiva a barbárie.

Está na hora, Prefeito Ricardo Nunes e Governador Tarcísio de Freitas, de aplicar a lei na Capital e no Estado de São Paulo. É preciso determinar às polícias que cumpram o seu dever, sob pena de prevaricação. Hoje, em São Paulo, picha-se ‘nas barbas’ da GCM e da Polícia Militar, impunemente.

É hora de terminar com essa inação das autoridades perante a destruição e o vandalismo. Prefeito e Governador, aguardamos providências efetivas. Se foi possível controlar a Cracolândia, é possível também acabar com essa guerrilha estruturada em células por todos os bairros da capital.

É uma simples questão de as polícias terem ordens rígidas. E isto, senhores governantes, É UMA DECISÃO POLÍTICA!

Aguardamos, com fé, que Vossas Excelências enfrentem com denodo esta barbárie. No fim, diletos amigos, é sempre uma questão de se impor, ou não, a ORDEM. É uma questão de polícia eficaz.

SÓ ISSO!”

Edison Farah – Presidente

Assista ao vídeo que está mobilizando lideranças em todo o país: Luciano Hang e vereadores de Balneário Camboriú mostram como a união entre iniciativa privada e poder público pode vencer a degradação urbana. O exemplo vem do Sul, mas a lição é para todos nós. Clique no link abaixo para conferir: 👇

Vídeo Instagram

Ruído e a nossa Saúde: Entenda os impactos da poluição sonora nas cidades

Você sabia que o ruído é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) o segundo maior poluidor das cidades, perdendo apenas para a poluição do ar? Para conscientizar e orientar a população sobre esse tema urgente, apresentamos o livreto “Ruído e a nossa Saúde”, uma iniciativa multidisciplinar que reúne especialistas das áreas de saúde, engenharia e direito.

Sobre o que trata este livreto?

Esta publicação é um guia completo para quem deseja entender como o barulho urbano afeta o nosso bem-estar e quais são os nossos direitos. O conteúdo está dividido em quatro eixos principais:

  • Impactos na Saúde: Explora como a exposição ao ruído causa desde perda auditiva e zumbido até problemas graves como distúrbios do sono, doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e estresse crônico.

  • Avaliação do Ruído Urbano: Explica conceitos técnicos de forma simples, como a diferença entre som e ruído, o que são decibels e quais são as principais fontes de barulho nas cidades (tráfego, comércios e eventos).

  • Defesa de Direitos: Aborda o papel do Ministério Público (MPSP) e de órgãos fiscalizadores (como o PSIU e a CETESB) na proteção do cidadão contra a incomodidade sonora.

  • O Papel do Parlamento: Discute as ações legislativas e debates realizados na Câmara Municipal de São Paulo para enfrentar essa “epidemia planetária”.

Por que ler?

A poluição sonora não é apenas um incômodo passageiro; ela gera reações inconscientes no nosso sistema nervoso que podem comprometer o desenvolvimento de crianças e a longevidade de adultos. Entender como se proteger e como cobrar soluções é o primeiro passo para uma vida urbana com mais qualidade e silêncio.

Acesse o livreto na íntegra no link abaixo e saiba como cuidar da sua saúde sonora!

ACESSE AQUI

✨ Instituto Bairro Vivo, Viva o Centro e Instituto Histórico e Geográfico Homenageiam Prefeito por Ações no Centro Histórico

Em reconhecimento aos esforços de recuperação e requalificação urbana da região central de São Paulo, o Prefeito Ricardo Nunes foi agraciado com a prestigiosa “Medalha Cívico-Cultural Dom Pedro II”.

O evento, realizado em 26 de novembro, e o subsequente almoço de homenagem foram organizados em conjunto pelo Instituto Bairro Vivo, pela Associação Viva o Centro e pelo Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP).

Reconhecimento da Sociedade Civil

O presidente das entidades organizadoras, Edison Farah, enfatizou que o objetivo da homenagem foi celebrar a bem-sucedida articulação entre o poder público e a sociedade civil. Essa parceria tem sido fundamental na execução de projetos que visam:

  • Ampliar a segurança no Centro.

  • Melhorar os serviços urbanos.

  • Incentivar a ocupação cultural e a retomada econômica da área.

O presidente do IHGSP, João Thomas, também reforçou a importância da preservação do patrimônio histórico para impulsionar novas atividades econômicas e o turismo na capital.

Durante o encontro, que contou com a presença de lideranças municipais, o Prefeito Ricardo Nunes agradeceu o reconhecimento e reafirmou seu compromisso em manter o Centro Histórico como prioridade de sua gestão, buscando a revitalização completa da região.

Fonte Original da Notícia: Voz do Bairro, na matéria “Prefeito Ricardo Nunes recebe Medalha Dom Pedro II e é homenageado por revitalização do Centro”.

Centenário da Belas Artes: Uma História de Inovação e Modernismo em São Paulo

O Centro Universitário Belas Artes de São Paulo atinge a marca histórica de 100 anos de existência em 2025 e preparou uma agenda de eventos especiais para celebrar seu centenário, reforçando seu papel central na economia criativa e na formação cultural do país.

Fundada em 1925 por Pedro Augusto Gomes Cardim, a Belas Artes nasceu sob a forte influência do espírito modernista da Semana de 1922, consolidando-se como referência na formação de talentos nas áreas de arte, arquitetura e design. Atualmente, a instituição é um dos principais polos de criatividade do Brasil, com mais de 8 mil estudantes em 40 cursos.

Destaques da Programação de Aniversário

A celebração principal ocorrerá no palco icônico do Theatro Municipal de São Paulo, no dia 28 de setembro, às 15h.

  • Espetáculo em Três Atos: Uma apresentação especial que percorrerá a trajetória da instituição, desde suas origens modernistas, passando pelas transformações do Século XX, até sua visão de futuro pautada em inovação.

  • Lançamento Literário: Durante a cerimônia, será lançado o livro “Os primeiros 100 anos”, uma obra que reúne registros históricos importantes, depoimentos e referências de figuras notáveis, incluindo Mário de Andrade.

Além do evento no Municipal, a programação inclui:

  • Missa de Ação de Graças: Será realizada na Catedral da Sé no dia 23 de setembro, com acesso aberto ao público.

  • Homenagem Institucional: Um evento exclusivo para convidados no Instituto Histórico e Geográfico, no dia 27 de setembro.

Fonte Original: Postagem oficial do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo no Instagram (@belasartes).

🎼 Triunfo na Sala São Paulo: Estreia de “O Libertador” com a Orquestra da FAB

Em um momento marcante para a música sinfônica brasileira, a Sala São Paulo recebeu a estreia da obra “O Libertador”, do compositor Malcolm Forest, no domingo, 27 de julho de 2025. A execução vibrante ficou a cargo da Orquestra Sinfônica da Força Aérea Brasileira (FAB), sob a batuta do Maestro Capitão Paulo Resende.

Um Tributo Histórico e Cultural

A composição “O Libertador” é uma peça que celebra o bicentenário de D. Pedro II, retratando musicalmente o encontro lendário entre o imperador brasileiro e o líder indígena norte-americano Touro Sentado.

O concerto oficial da FAB, que foi aberto pela obra de Forest, incluiu também a peça “Il Saluto del Brasile”, de Antônio Carlos Gomes. Essa obra histórica, composta a pedido de D. Pedro II, foi tocada na abertura da Exposição Universal da Filadélfia em 1876, prestando homenagem ao povo norte-americano.

Presenças Ilustres e Reconhecimento

O evento contou com a presença de diversas autoridades e personalidades, como:

  • S.A.I.R. Dom Bertrand de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil.

  • Tenente-Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno, Comandante-Geral da Aeronáutica.

  • Major-Brigadeiro do Ar Luiz Cláudio Macedo Santos, Comandante do IV COMAR.

Entre os convidados de honra estava o Maestro João Carlos Martins, que expressou calorosos elogios à composição de Malcolm Forest. A recepção do público foi efusiva, com grandes aplausos ao compositor, ao Maestro Capitão Paulo Resende e aos músicos da FAB, reconhecendo o brilho da apresentação.

Fonte Original: Postagem do compositor Malcolm Forest sobre o concerto em suas redes sociais e registros fotográficos.